Algoritmo da Rolling Stone identifica propensão ao suicídio

Projeto desenvolvido pela agência Africa, em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV), se inspirou em casos de músicos como Kurt Cobain, Ian Curtis e Nick Drake. Inspirado na trajetória de músicos como Kurt Cobain, Ian Curtis, Nick Drake, Torquato Neto, Chris Cornell, Keith Flint e Champignon, que possuem em comum a relação com o tema depressão, e os números que indicam 1 milhão de suicídios no mundo no ano passado, a revista Rolling Stone Brasil assina o projeto Algoritmo da Vida, criado pela agência Africa em parceria com o Centro de Valorização da Vida (CVV). O sistema foi desenvolvido pela produtora Bizsys.

O algoritmo feito para o Twitter identifica expressões que indicam algum tipo de sintoma de depressão dos usuários em postagens públicas do microblog. Após a fase de identificação, é realizada uma checagem por uma equipe especializada para considerar contexto, ironias e recorrência de termos e periodicidade. Após isso, quando a ferramenta confirma o potencial de usuário filtrado pelo algoritmo, outro time entra em contato por meio de mensagem privada e indica o telefone do Centro de Valorização da Vida (CVV).

“A Rolling Stone, como um veículo voltado à cultura pop e, principalmente, música, lida todos os dias com a depressão ou seus sintomas. E isso é alarmante”, diz Pedro Antunes, editor-chefe da Rolling Stone Brasil. “Muitos músicos pediram ajuda nas suas músicas. Veja o caso de Kurt Cobain ou de Chester Bennington, do Linkin Park, por exemplo. Vidas chegaram ao fim de forma precoce por conta da depressão. Tudo o que pudermos fazer para diminuir esse número precisa ser nossa prioridade. É uma responsabilidade social que devemos ter. Cada vida salva é uma vitória”, completa.

O Algoritmo da Vida está em operação desde fevereiro e detectou quase 300 mil menções que potencialmente utilizam a linguagem da depressão.

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